Monumento em memória às vítimas do nazismo

Erguido em 1974, no Cemitério Israelita do Butantã, em homenagem aos seis milhões de judeus assassinados durante a Segunda Guerra Mundial, este monumento tornou-se o centro da celebração da cerimônia de Iom Hashoá (Dia do Holocausto e do Heroísmo).

A cada ano, centenas de estudantes das escolas judaicas acendem velas no local em memória às vítimas do nazismo. A Marcha da Vida, caminhada anual que precede a marcha mundial pelos antigos campos de concentração da Polônia e termina em Israel, também culmina no monumento, reunindo milhares de jovens todos os anos.

Quando da inauguração do local, foi depositada uma urna com cinzas dos judeus mortos no campo de concentração de Maidanek, na Polônia, que estava enterrada, desde 1950, no Cemitério Israelita da Vila Mariana.

“De muitos mortos, famílias inteiras, especialmente na Polônia, não sabemos os nomes. Daí a importância do sepultamento simbólico das cinzas e da construção de monumentos”, afirma o historiador Roney Cytrynowicz no livro Associação Cemitério Israelita de São Paulo 85 anos – patrimônio da história da comunidade judaica e da cidade de São Paulo (Ed. Narrativa Um).

Nas paredes internas do monumento, destaca-se trecho de um texto bíblico do profeta Jeremias: “…Fossem meus olhos uma fonte de lágrimas sem fim e eu choraria noite e dia a memória dos mortos do meu povo”.

O projeto arquitetônico, de Antonio Dan, foi inspirado em monumento similar existente em Buenos Aires, na Argentina.