Shabat no período de Shivá

No Shabat da semana de shivá vigoram apenas as leis de luto discretas, ou seja, que não são feitas em público. Por este motivo, o Shabat é considerado um dos dias de shivá e não quebra o luto como o Yom Tov. O costume geral é que o enlutado vá a sinagoga. Porém, ele deve evitar passear, saindo de casa apenas para ir à sinagoga.

O enlutado pode iniciar os preparativos do Shabat após o horário de Minchá Ketaná (aproximadamente duas horas e meia antes do pôr-do-sol). É permitido limpar a casa, engraxar e polir sapatos, cozinhar, trocar as toalhas de mãos, mas não a roupa de cama.

Deve-se vestir roupa de Shabat e sapatos de couro engraxados em honra à cerimônia. Não se toma banho em honra ao Shabat, sendo permitido apenas ao enlutado lavar-se como nos demais dias de shivá, bem como é proibido usar qualquer tipo de cosmético. Aqueles que costumam ir ao mikvê na véspera do Shabat devem perguntar a um rabino como proceder.

É proibido ao enlutado ter relações maritais neste Shabat, como também é proibido beijar e abraçar a esposa e dormir na mesma cama.

Também é proibido estudar Torá, como durante a semana, mas ler a porção semanal com tradução e comentários de Rashi é permitido, se assim o faz semanalmente. Também pode recitar o ‘Shenê micrá ve echad targum’. Todas as orações do Shabat, bem como o zmirot recitado nas refeições semanalmente podem ser recitadas.

Fonte: Rabino Shamai Ende in “Leis e Costumes do Luto Judaico” (págs. 136-139).