Um ato em homenagem às vítimas dos ataques terroristas de 7 de outubro de 2023, sofridos por Israel, foi realizado no Memorial do Cemitério Israelita do Embu, na manhã do último dia 7/10, exatos três anos após o atentado que matou o maior número de judeus em um único dia desde o Holocausto.
O encontro contou com a participação de alunos das escolas Alef-Peretz, Iavne e Renascença, do coral infanto-juvenil da Unibes, de lideranças comunitárias e dois sobreviventes do massacre.
Organizada em parceria entre a Chevra Kadisha e a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), a cerimônia resgatou histórias e nomes das vítimas, com o intuito de conscientizar as gerações mais novas sobre a importância de preservar a memória, para que atos como o de 7 de outubro não se repitam. "Não podemos esquecer. O povo judaico, infelizmente, de tanto em tanto, passa por tragédias, e é importante que os jovens saibam e lembrem", disse David Klüger, presidente da Chevra.
Os brasileiros Rafael Zimerman, sobrevivente do ataque ao Festival Nova, e Maurício Wenick, soldado que ficou gravemente ferido durante os atentados, fizeram falas tocantes que emocionaram os presentes.
Sob o lema ‘Um dia para lembrar, um dia para estarmos juntos’, foram organizados outros atos da comunidade judaica de São Paulo em diversas instituições (clube A Hebraica, sinagogas, colégios), todos reafirmando uma mensagem essencial: lembrar é honrar as vítimas, preservar a verdade e manter viva a esperança de um futuro em que o terrorismo e o ódio não tenham vez.
O Memorial às Vítimas do Terrorismo foi erguido em 2025 no Cemitério Israelita do Embu, por iniciativa da diretoria da Chevra Kadisha. "Nossa intenção é sensibilizar as escolas e as pessoas em torno deste memorial e ressignificar o Cemitério Israelita do Embu como local de memória", afirmou Célia Parnes, presidente da Fisesp.



