Vila Mariana

O primeiro cemitério israelita do Estado de São Paulo foi fundado em 1919. Até então, os judeus eram sepultados nos cemitérios municipais, já que a Constituição Federal, de ideal republicano e de defesa do caráter laico do Estado, proibia a existência de cemitérios particulares.

A promulgação da lei municipal nº 2.191, naquele ano, autorizando a criação de cemitérios de ordens religiosas inclusive, estimulou a comunidade de imigrantes judeus que se instalava na cidade a fundar um campo santo próprio para honrar os ritos e tradições milenares.

Com a colaboração fundamental do empresário Maurício F. Klabin, que doou à prefeitura um terreno de 5 mil metros quadrados, situado ao lado do cemitério municipal da Vila Mariana – que data de 1904 –, foi erguido o cemitério israelita.

O primeiro sepultamento foi realizado em 1920 e, três anos depois, surgia a Associação Cemitério Israelita de São Paulo – Chevra Kadisha (LINK), com a função de administrar o local e cuidar do serviço funerário da comunidade judaica.

Já com a vida útil esgotada, hoje o local é parte da memória da coletividade e abriga um Memorial(LINK), no lugar da antiga Casa de Tahara (purificação, em hebraico – onde os corpos eram preparados para o sepultamento). Nele, através de painéis e fotografias, é contada a história de fundação do cemitério em paralelo à formação da comunidade judaica em São Paulo.

Periodicamente, também são organizadas visitas guiadas pelo campo santo, ocasião em que são visitados os túmulos de algumas personalidades como do pintor Lasar Segall, da escultora Felícia Leirner; do arquiteto modernista Gregori Warchavchik; e do bibliófilo José Mindlin, entre outros.


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